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Comércio amazonense fecha 2025 com aumento de 0,6% nas vendas

No encerramento de dezembro de 2025, a média móvel trimestral do volume de vendas revelou uma disparidade acentuada, com o Brasil
iStock / Getty Images Plus

Em dezembro de 2025, o volume de vendas no varejo do Amazonas apresentou um recuo significativo de 3,2% em relação ao mês anterior, desempenho inferior à média nacional que variou -0,4% no mesmo período. Apesar dessa retração mensal acentuada, o estado encerrou o ano com um desempenho geral acumulado positivo de 0,6%, valor que denota uma desaceleração em comparação ao ritmo observado em anos anteriores (4,8% em 2024). Ao confrontar esses dados com o cenário nacional, observa-se que o crescimento anual do Amazonas (0,6%) ficou abaixo da média de expansão do Brasil, que consolidou uma alta de 1,6% em 2025, evidenciando que o varejo local enfrentou desafios mais severos para manter o ritmo de vendas do que o conjunto das demais unidades federativas.

No fechamento de 2025, os estados que lideraram o crescimento acumulado no volume de vendas foram o Amapá (8,5%), Santa Catarina (5,9%) e a Paraíba (4,8%), ocupando as três primeiras posições do ranking nacional. No extremo oposto, os desempenhos mais críticos foram registrados por Roraima (-2,7%), Tocantins (-2,5%) e Rio de Janeiro (-1,3%), que figuraram como as únicas Unidades da Federação com retração superior a 1% no ano. Situado na 21ª posição, o Amazonas apresentou um crescimento tímido de 0,6%, posicionando-se na metade inferior da tabela e superando por margem estreita estados como Pará, São Paulo e Piauí, mas ainda mantendo-se em terreno positivo.

Dezembro

Em dezembro de 2025, o volume de vendas no comércio varejista do Amazonas apresentou indicadores predominantemente negativos, registrando a maior queda mensal desde março/2025, com um recuo de -3,2% na variação com ajuste sazonal. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o estado também assinalou uma retração de -1,5%, mantendo a tendência de queda observada desde novembro. Apesar desses resultados mensais desfavoráveis, o estado conseguiu encerrar o ano em terreno positivo, com uma variação acumulada em 2025 de 0,6%, ocupando a 21ª posição no ranking nacional. Esse mesmo percentual de 0,6% foi consolidado no índice acumulado dos últimos 12 meses, confirmando uma estabilidade de crescimento moderado ao longo de todo o período anual, ainda que significativamente abaixo da média nacional de 1,6%.

No mês de dezembro de 2025, os estados que apresentaram os melhores desempenhos no volume de vendas no comércio varejista foram o Rio de Janeiro (1,9%), a Bahia (1,8%) e o Distrito Federal (1,6%). Em contrapartida, os piores resultados mensais foram registrados por Rondônia (-10,2%), Roraima (-6,4%) e Espírito Santo (-5,9%). O Amazonas posicionou-se entre os desempenhos negativos mais acentuados do país, ocupando a 22ª posição com uma queda de -3,2% em relação ao mês anterior. Esse recuo mensal impactou diretamente o resultado do estado no final do ano, que encerrou 2025 com um crescimento acumulado modesto de 0,6%, ficando significativamente abaixo da média nacional de 1,6% e demonstrando uma forte desaceleração no último trimestre.

No encerramento de dezembro de 2025, a média móvel trimestral do volume de vendas revelou uma disparidade acentuada, com o Brasil registrando uma variação positiva de 0,4%, enquanto o Amazonas apresentou uma forte retração de -1,3%. Este resultado do Amazonas interrompe uma sequência de relativa estabilidade próxima a zero observada entre agosto e novembro, configurando o pior desempenho mensal dessa métrica em todo o segundo semestre. Ao traçar um cenário para os próximos meses, a tendência é de cautela, visto que a queda acentuada na variação mensal de dezembro (-3,2%) e a média móvel negativa sugerem um pessimista para o início de 2026, indicando que o comércio amazonense precisará de uma recuperação robusta em janeiro para reverter a trajetória de declínio e não comprometer o crescimento acumulado, que fechou 2025 em apenas 0,6%.

Comércio Ampliado

No comércio varejista ampliado, que inclui, além do varejo, as atividades de veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo. Em dezembro de 2025, o Amazonas registrou uma queda acentuada de -3,0% no volume de vendas em relação ao mês anterior, um recuo significativamente mais severo do que a retração de -1,2% observada na média nacional. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a disparidade se acentua, pois enquanto o Brasil apresentou um crescimento sólido de 2,8%, o estado do Amazonas amargou uma variação negativa de -0,4%. Entretanto, ao observar o desempenho de longo prazo, o cenário se inverte: o Amazonas encerrou o ano de 2025 com uma variação acumulada de 1,2%, superando o resultado consolidado do Brasil, que obteve um crescimento tímido de apenas 0,1% no acumulado de 12 meses.

Mais sobre a pesquisa

A PMC produz indicadores que permitem acompanhar o comportamento conjuntural do comércio varejista no país, investigando a receita bruta de revenda nas empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, e cuja atividade principal é o comércio varejista. Iniciada em 1995, a PMC traz resultados mensais da variação do volume e receita nominal de vendas para o comércio varejista e comércio varejista ampliado (automóveis e materiais de construção) para o Brasil e unidades da federação. Os resultados podem ser consultados no Sidra. A próxima divulgação da PMC, com os resultados referentes a janeiro de 2026, será em 11 de março.

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