A Confederação Nacional de Jovens Empresários (Conaje) divulgou nota à imprensa em que reconhece a legitimidade do debate sobre qualidade de vida e organização do trabalho no país, mas manifesta preocupação e posicionamento contrário ao fim da escala 6×1 nos termos em que a proposta vem sendo apresentada. Segundo a entidade, a mudança pode elevar custos operacionais, afetar a produtividade e pressionar especialmente micro, pequenas e médias empresas (MPEs).
De acordo com a Conaje, negócios de menor porte operam com margens mais apertadas e possuem menor capacidade de adaptação a alterações bruscas na legislação trabalhista. Sem análise de impacto econômico e definição clara de regras de transição, a entidade avalia que os efeitos podem atingir diretamente o emprego formal, estimular a informalidade e provocar repasse de preços ao consumidor final.
A confederação também alerta para o risco de aceleração de processos de automação como resposta das empresas à necessidade de contenção de despesas. “Sem as devidas premissas, a medida tende a penalizar justamente quem mais emprega e sustenta a economia local”, destaca o posicionamento.
A Conaje defende que eventuais mudanças no regime de trabalho sejam acompanhadas de ações estruturais, como redução do custo de contratação, simplificação de obrigações acessórias e foco em qualificação profissional e aumento de produtividade. A entidade também aponta a negociação coletiva setorial, com previsibilidade e segurança jurídica, como caminho para equilibrar melhoria das condições de trabalho e competitividade empresarial.
Segundo a organização, a criação de novas exigências sem contrapartidas pode ampliar a burocracia e gerar passivos trabalhistas, comprometendo a sustentabilidade dos negócios, especialmente em municípios onde as MPEs representam a principal fonte de emprego e renda.
A Conaje afirma que seguirá acompanhando os desdobramentos da discussão, contribuindo com propostas técnicas e análises para fortalecer o ambiente de negócios e ampliar oportunidades para empreendedores no Brasil.
Sobre a Conaje
Fundada há 25 anos, a Confederação Nacional de Jovens Empresários é uma entidade sem fins lucrativos dedicada ao fomento do empreendedorismo e à capacitação de jovens lideranças empresariais. Presente em 17 estados, reúne mais de 15 mil empresários e mantém 20 movimentos locais ativos.
Entre as principais iniciativas estão o Feirão do Imposto, o Conaje Capacita, a Semana Global do Empreendedorismo e o Concurso Nacional de Startups. A entidade também representa o Brasil em fóruns internacionais como BRICS Jovem, FIJE (Federação Ibero-Americana de Jovens Empresários), Mercosul Jovem e G20, articulando pautas ligadas ao empreendedorismo no cenário global.





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