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Caso Master atinge até o agro no sul do Amazonas

Segundo informações apuradas, a área foi utilizada como base para um projeto de geração de créditos de carbono que não chegou a ser implementado
Divulgação

Uma negociação bilionária envolvendo créditos de carbono na Amazônia transformou-se em disputa judicial e passou a atingir também o setor agropecuário no sul do Amazonas. O impasse envolve a chamada Fazenda Floresta Amazônica, localizada no município de Apuí, e empresas ligadas à família do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do banco Master.

Segundo informações apuradas, a área foi utilizada como base para um projeto de geração de créditos de carbono que não chegou a ser implementado. Apesar disso, cerca de R$ 15 milhões teriam sido pagos antecipadamente ao suposto proprietário do imóvel, Marco Antonio Melo, valor que, conforme o próprio afirma, foi recebido como sinal do negócio.

Os recursos teriam partido de empresas vinculadas à família Vorcaro. Após o fracasso do projeto, uma dessas companhias passou a questionar a titularidade da terra, alegando que o imóvel pode ser público, e ingressou com medidas para reaver os valores pagos.

Melo, por sua vez, sustenta que a área é particular e afirma ter sido induzido a erro na negociação. Ele relata que, além do pagamento inicial em dinheiro, recebeu cotas de fundos lastreados em créditos de carbono que, segundo diz, não possuem valor de mercado, em substituição aos repasses financeiros que teriam sido acordados.

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) contesta a versão do suposto proprietário e afirma que o imóvel pertence à União, integrando um projeto de reforma agrária. De acordo com a autarquia, os negócios realizados sobre a área são irregulares. O Incra informou ainda que bloqueou o cadastro do imóvel e já adotou providências administrativas e judiciais sobre o caso.

Com a indefinição fundiária e a inexistência de um mercado efetivo para os créditos de carbono vinculados à área, o projeto foi interrompido. O episódio amplia o alcance do escândalo envolvendo o banco Master e expõe a fragilidade de operações bilionárias baseadas em créditos de carbono associados a terras sob disputa na Amazônia.

As informações são da Folha de S. Paulo.a de S. Paulo.

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