O Brasil ainda faz cálculos políticos e jurídicos sobre o Conselho de Paz proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para Gaza. Fontes afirmam que não há pressa para responder ao convite e que a decisão não deve ser divulgada nesta semana porque as avaliações ainda precisam ser concluídas.
O governo brasileiro recebeu o estatuto junto com o convite para integrar o grupo. O possível poder de veto exclusivo ao presidente do Conselho, que no caso seria o próprio Trump, é um dos fatores de preocupação apontado por fontes. Os Estados Unidos também seriam os únicos com poder de escolha de participantes.
Desde o convite, diplomatas brasileiros têm alertado sobre a sobreposição de papéis com o Conselho de Segurança da ONU e sobre a abrangência do órgão para lidar com outros conflitos, para além da situação da Faixa de Gaza.
Também ainda não está claro que se a adesão teria que ser aprovada pelos parlamentos dos países que toparem a iniciativa.
A adesão de países convidados ainda é considerada baixa. O Brasil está à espreita, por exemplo, sobre a resposta da Rússia. Um sim de Vladmir Putin surpreenderia porque o país é membro do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reforçou pedidos à equipe para que o governo siga com as avaliações e viabilize outras conversas com chefes de estado. Nessa quarta-feira (21), o petista conversou com o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan.









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