Patrocinada pela oposição, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigará as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) será comandada pelo Centrão. Parlamentares de partidos do centro devem concentrar a presidência e a relatoria do colegiado, que será composto por deputados e senadores.
Com aval do governo, que busca controlar a comissão, o senador Omar Aziz (PSD-AM) será indicado para presidir o colegiado. O congressista é aliado ao governo, mas tem perfil pragmático e já fez críticas à gestão petista.
Como presidente, Aziz terá o controle da pauta e decidirá, por exemplo, quando a comissão terá reuniões e quais pedidos serão pautados. Em 2021, Aziz presidiu a CPMI da Covid, que investigou as ações e omissões do governo de Jair Bolsonaro (PL) durante a pandemia.
Apesar de cobiçada pela oposição e pela base governista, a relatoria também deve ficar nas mãos de um parlamentar de um partido de centro.
A decisão envolve o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que negocia um nome de “equilíbrio”. Ele sinalizou ao líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), que a oposição não teria o cargo de relator já que a presidência não foi dada ao PT.
Integrantes da oposição questionam a escolha de nomes do Centrão para o comando da CPMI e temem que o colegiado repita o ocorrido com a CPMI do 8 de janeiro, que também foi criada a pedido da oposição, mas teve controle do Centrão e protagonismo da base governista.
A CPMI está agora na fase de articulação para as indicações dos seus integrantes. Os partidos iniciaram os debates internos nos últimos dias sobre quais nomes cada sigla indicará.

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