Um oficial de alta patente da Polícia Militar do Amazonas foi detido no último sábado, 25 de abril, sob a acusação de chefiar um esquema de cobrança ilegal de estacionamento nas imediações da Arena da Amazônia, durante a realização do show da dupla sertaneja Jorge e Mateus. O tenente-coronel Eddie César de Souza Cordeiro foi preso em flagrante junto a outros quatro homens que atuavam como flanelinhas, exigindo valores de até R$ 50 dos motoristas que buscavam vagas para estacionar.
A operação policial foi deflagrada após o recebimento de denúncias anônimas que relatavam a ação de indivíduos extorquindo condutores nas proximidades do local do evento. Ao chegarem à área, as autoridades constataram a veracidade das informações, encontrando os quatro suspeitos em plena atividade de cobrança irregular em vias públicas.
A situação tomou um rumo inesperado quando o tenente-coronel Eddie César compareceu à delegacia, buscando a liberação dos detidos sob a alegação de que eles estariam trabalhando sob suas ordens. Sua insistência em permanecer no local e a desobediência às orientações da Polícia Civil culminaram em sua própria prisão por desobediência e obstrução da justiça. Tanto o oficial quanto os demais envolvidos permanecem detidos no 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP).
De acordo com informações divulgadas pelo portal Metrópoles, a trajetória profissional de Eddie César já era marcada por controvérsias. Em 2019, ele foi afastado da direção do Colégio da Polícia Militar do Amazonas em decorrência de sérias acusações de assédio contra alunas da instituição.
A Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) informou que a prática de cobrança irregular em estacionamentos próximos a grandes eventos, como shows e partidas esportivas, é uma ocorrência comum na capital. Contudo, o envolvimento de um oficial da Polícia Militar no comando do esquema causou grande surpresa e indignação. Até o momento de sua prisão, o tenente-coronel estava lotado na Secretaria de Estado do Desporto e Lazer (Sedel).
Em nota oficial, o Governo do Amazonas manifestou seu repúdio à conduta do oficial, declarando que “não compactua com qualquer conduta de seus agentes que esteja em desacordo com os princípios éticos e legais”. O governo estadual reafirmou seu compromisso com a transparência e a legalidade. A Sedel também se pronunciou, assegurando que está colaborando integralmente com as investigações em curso. O caso segue sob investigação para apurar a extensão do esquema e a possível participação de outros envolvidos.





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