Noventa minutos de um futebol burocrático, com lampejos de euforia. Assim foi a vitória do Flamengo sobre o Amazonas, por 1 a 0, marcada pela volta de Gabigol e por protestos contra o técnico Tite.
Há exagero nas duas coisas. Esperar que um jogador sem atuar há mais de um mês entraria no fim e mudaria a atuação coletiva travada da equipe era demais. A irritação com o técnico, também.
Em que pese a falta de soluções propostas por Tite além de um esquema engessado com prioridade aos pontas, que não apareceram pra jogo, o Flamengo sofre com queda física e técnica dos atletas.
Depois do gol de Pedro, em cruzamento de Viña, ficou a sensação de que a equipe queria se poupar de maior esforço no Maracanã. Na beira do gramado, Tite não esboçou reação e apenas fez trocas.
Sem Arrascaeta, Pulgar e Cebolinha, lesionados, as alternativas que entraram não apresentaram o mesmo nível. Lorran teve chance, mas foi tímido, enquanto Allan personificou a tal burocracia.
Gerson e De La Cruz, os mais talentosos do meio-campo, não conseguiram imprimir intensidade, diante de uma defesa bem postada. Nem Bruno Henrique, sem espaço para correr, salvou.
Diante da retranca, restou ao Flamengo tocar pacientemente a bola de um lado para o outro e irritar sua torcida, ávida pela reestreia de Gabigol, que quando foi acionado não passou de figurante em campo.
Sem outras alternativas mais qualificadas, Tite empilhou jovens e renovou o gás da equipe, que como nunca deu alguns sinais de vulnerabilidade e desorganização preocupantes.
Para a sequência, o Flamengo tem jogos contra Bragantino, fora de casa, pelo Brasileiro, e Palestino, no Chile, que podem aumentar a temperatura da crise de resultados e desempenho.









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