O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) amanheceu nesta quarta-feira, 9, sem compromissos marcados em sua agenda oficial. Diferentemente do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que, entre outros compromissos, registra encontro com o ex-presidente Liz Inácio Lula da Silva, às 13h.
Lira deixou dia o mais livre possível por conta do encontro que, também manterá hoje, com o presidente eleito. O chefe da Câmara considera decisiva a conversa com Lula para definir sua estratégia à reeleição para o comando da Câmara.
Diferentemente de Pacheco, que já conta com o apoio de Lula a permanecer no cargo, Lira defendeu abertamente o adversário do petista na campanha ao Planalto, o atual presidente Jair Bolsonaro (PL). Agora, precisa obter de viva voz do petista a garantia de que não se oporá à sua reeleição.
E é esta garantia que Lula pretende oferecer-lhe no encontro de hoje, em troca, também, do compromisso de que não transformará a Câmara num bunker contra o futuro mandatário do Planalto.
Arthur Lira já mandou recado neste sentido ao presidente eleito, por intermédio de deputados petistas. O atual chefe da Câmara promete apoio incondicional à aprovação de qualquer instrumento legal escolhido por Lula para adaptar o Orçamento de 2023 às promessas de campanha do petista.
Ele, no entanto, defende pessoalmente a aprovação de uma Proposta de Emenda Constitucional “para dar mais segurança jurídica” às alterações no Orçamento.
Lira diz contar com “apoios significativos” de deputados do PT e do PCdoB à sua recondução ao cargo e que já teve esse apoio quando se elegeu pela primeira vez para o comando da Câmara. “A oposição é testemunha de que os tratei com lealdade”, costuma dizer.
De fato, já há vários deputados dos partidos que integraram a aliança eleitoral de apoio a Lula engajados nos bastidores à tese da recondução de Arthur Lira.
Ou seja, o encontro tem tudo para ser satisfatório para ambas as partes. A expectativa é apenas quanto à intensidade dessa satisfação. A cereja no bolo seria, por exemplo, a reafirmação de Lira na defesa do resultado das urnas, independentemente do que venha a dizer o relatório de auditoria do Ministério da Defesa, a ser divulgado hoje.






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