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‘Gabigol da torcida’ vira jogador e sonha em enfrentar ídolo em jogo oficial do Flamengo no Maracanã

Morador do bairro de Paciência, na zona oeste do Rio, encarou, desde muito cedo, a realidade de uma vida com poucos recursos financeiros.
Foto: Divulgação

“Costumo dizer que não sou gordo, a câmera é que me engorda um pouquinho. Essa é a verdade que precisa ser dita”, diverte-se toda vez que é chamado de Gabigordo. Sua imagem no Maracanã é flagrada com frequência em dias de jogo do Flamengo.

Longe do glamour que cerca os atletas de ponta no futebol brasileiro, Jeferson tem uma trajetória pautada na dificuldade. Morador do bairro de Paciência, na zona oeste do Rio, encarou, desde muito cedo, a realidade de uma vida com poucos recursos financeiros.

“Aos 11 anos, perdi minha mãe. Meu pai sempre foi ausente e precisei morar com meus avós. Comecei a trabalhar com 14 anos como servente de pedreiro e pegava trem às cinco horas da manhã. Fiquei um bom tempo mexendo com obra”, contou ao Estadão. O futebol sempre foi sua paixão.

Ter sido criado em meio a uma vida desestruturada trouxe lições que provocaram cicatrizes . Fortalecer a base familiar é uma consequência desse aprendizado. “Tenho três filhos. O Pedro, de 16 anos, é fruto de outro relacionamento e vive com a mãe. Comigo moram a Maria Eduarda, 13 anos, e Heitor, o caçula, de cinco. Procuro dar a eles o que eu posso em termos de carinho, atenção e orientação.” Tudo o que não teve do seu pai.

SUCESSO DE GABIGOL E MUDANÇA DE PATAMAR

Se em dezembro de 1981 o Flamengo viveu o ápice de sua fase áurea com a conquista do Mundial de Clubes, abril de 2019 marcou o início de uma reviravolta na vida daquele anônimo torcedor que ia ao Maracanã ver os jogos do seu time de coração.

“À medida que o Gabigol se consolidou como ídolo, as pessoas nas arquibancadas começaram a falar que tínhamos muitas semelhanças físicas. Vieram pedidos de fotos até que um repórter fez uma matéria comigo. Depois um vídeo meu viralizou como Gabigordo e vieram os memes nas redes. Minha vida mudou depois disso”, diz Jeferson.

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