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59% dos brasileiros acham que Governo trata mulheres pior que homens, aponta Ipsos

Pesquisa sobre desigualdades de gênero foi feita em 30 países
Foto: Divulgação

O tratamento dado a homens e mulheres por sete instituições foi avaliado por entrevistados no Brasil e em outros 29 países pela Ipsos durante a pesquisa “Dia Internacional da Mulher 2022”. Entre os brasileiros, o Governo registrou a pior percepção de tratamento dado às mulheres, enquanto as instituições de educação e ensino atingiram o maior índice de percepção de tratamento igualitário.

Quase seis em cada dez brasileiros (59%) têm a opinião de que o Governo trata as mulheres pior que os homens. É o maior índice entre as 30 nações pesquisadas. Polônia (48%), Hungria (44%) e Colômbia (44%) aparecem na sequência. Em Cingapura, a maioria dos entrevistados acha que o Governo trata homens e mulheres da mesma forma (52%). Já na Arábia Saudita, 55% dos respondentes acham que o Governo trata as mulheres melhor que os homens.

Para 25% dos brasileiros, o Governo trata homens e mulheres da mesma forma. Já 9% acreditam que o Governo dá um tratamento melhor às mulheres comparado ao que é dado aos homens.

Educação e ensino

Das sete instituições avaliadas, as de educação e ensino (como escolas e universidades, por exemplo) registraram o maior índice de percepção de tratamento igualitário: 54% dos brasileiros acham que elas tratam homens e mulheres da mesma maneira. O Peru registrou o maior índice (60%), seguido por Colômbia (59%), Espanha (59%) e Hungria.

Serviços de saúde

Para 50% dos entrevistados no Brasil, os serviços de saúde dão tratamento igualitário a homens e mulheres. Outros 23% acham que as mulheres recebem tratamento pior que os homens nestes locais e 19% acreditam que as mulheres são melhor tratadas pelos serviços de saúde. As maiores percepções de igualdade foram registradas por Espanha (63%), Itália (62%) e Turquia (62%).

Polícia

Quando questionados se as forças policiais tratam homens e mulheres da mesma maneira, a maioria dos entrevistados no Brasil (41%) respondeu que elas têm tratamento pior que eles — maior índice entre os 30 países. Já 33% acham que as forças policiais tratam ambos da mesma forma e 15% acreditam que as mulheres recebem melhor tratamento que os homens.

A maioria dos respondentes da Arábia Saudita têm a impressão de que as mulheres são melhor tratadas pelas forças policiais que os homens (52%), enquanto Cingapura registrou o maior índice de percepção de tratamento igualitário (50%).

Mídia

Ao serem questionados como a mídia tradicional (TV, rádio e jornais, por exemplo) trata as mulheres, os entrevistados no Brasil se dividiram: 40% acham que elas recebem pior tratamento que eles; outros 40% acham que o setor midiático trata homens e mulheres de forma igual. Apenas 15% responderam que o sexo feminino é melhor tratado que o masculino.

Arábia Saudita registrou o maior índice entre os que acham que as mulheres são melhor tratadas que homens: 46%. Já a Suécia atingiu o maior percentual de pessoas que percebem um tratamento pior dado às mulheres: 45%.

Cortes judiciais e prisões

Os entrevistados também avaliaram o tratamento dado às mulheres por cortes judiciais e prisões. No Brasil, 37% acham que elas são pior tratadas que eles (maior índice entre as nações pesquisadas); 34% acreditam que há tratamento igual; e 13% responderam que as mulheres são melhor tratadas que os homens nestes espaços.

Novamente os sauditas atingiram a maior pontuação entre os que acreditam que as mulheres recebem melhor tratamento (42%), enquanto Itália (47%) e Suécia (47%) atingiram os maiores índices de pessoas que acreditam que cortes e prisões tratam ambos os sexos igualmente.

Mídias sociais

Entre os brasileiros, a percepção de que as mulheres têm tratamento pior que os homens é comum entre 45% dos entrevistados. Para 34%, há tratamento igual entre os gêneros nestas plataformas. Já 14% acham que as mulheres são melhor tratadas que os homens.

Entre os que acham que as mídias sociais tratam as mulheres melhor que os homens, a Índia registrou o maior índice (45%). Já os russos (55%) lideram entre aqueles que acreditam que há tratamento igualitário e os suecos atingiram maior percentual de entrevistados que responderam que as mulheres são pior tratadas que homens nestas plataformas: 65%.

Sobre a pesquisa

A pesquisa “Dia Internacional da Mulher 2022” foi realizada entre os dias 21 de janeiro e 4 de fevereiro. Foram entrevistadas 20.524 pessoas on-line, sendo aproximadamente 1.000 no Brasil, com idades entre 16 e 74 anos. No Brasil, a margem de erro é de 3,5 pontos percentuais.

Além do Brasil, integram a pesquisa: África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Bélgica, Canadá, Chile, China, Colômbia, Coreia do Sul, Espanha, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Holanda, Hungria, Índia, Itália, Japão, Malásia, México, Peru, Polônia, Romênia, Rússia, Singapura, Suécia e Turquia.

Sobre a Ipsos

A Ipsos é uma empresa de pesquisa de mercado independente, presente em 90 mercados. A companhia, que tem globalmente mais de 5.000 clientes e 18.130 colaboradores, entrega dados e análises sobre pessoas, mercados, marcas e sociedades para facilitar a tomada de decisão das empresas e das organizações. Maior empresa de pesquisa eleitoral do mundo, a Ipsos atua ainda nas áreas de marketing, comunicação, mídia, customer experience, engajamento de colaboradores e opinião pública. Os pesquisadores da Ipsos avaliam o potencial do mercado e interpretam as tendências. Desenvolvem e constroem marcas, ajudam os clientes a construírem relacionamento de longo prazo com seus parceiros, testam publicidade e medem a opinião pública ao redor do mundo. Para mais informações, acesse nosso site

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