Futuro da indústria de petróleo e gás passa pelo trabalhador digital

Futuro da indústria de petróleo e gás passa pelo trabalhador digital

Por Telebrasil  

O setor de petróleo e gás direciona seus investimentos para a transformação digital e há muitos postos de trabalho sendo recriados, principalmente, na produção de petróleo no mar e em águas profundas, onde há exigência de muita inovação, observaram a presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos do Rio de Janeiro, Lúcia Madeira, e Rachel Goldgrob Milech, sócia-sênior da Korn Ferrry, especialistas que participaram da O&G TechWeek, principal evento de tecnologia e inovação no setor, promovido pelo Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), realizada em agosto, no Rio de Janeiro.

A presidente da ABRH do Rio de Janeiro, Lúcia Madeira, confirmou a busca por trabalhadores ligados às novas profissões como cientistas de dados e desenvolvedores de software. “As competências de relacionamento, solução de problemas e criatividade farão a diferença nas empresas. Por isso, elas buscam perfis menos técnicos, com habilidades de comunicação e relacionamento. Profissionais curiosos, com vontade de aprender (e desaprender para aprender de novo, entendendo que isso é um ciclo), conectados e resilientes”, pontuou.

Para Rachel Goldgrob Milech, sócia-sênior da Korn Ferrry, a abertura do setor de óleo e gás e o reaquecimento das atividades de exploração e produção no Brasil acontecem em paralelo ao aumento contínuo da utilização de novas tecnologias em diferentes processos da indústria. Duas tecnologias despontam à frente: inteligência artificial e ciência de dados. “Algumas empresas já estão investindo em startups de tecnologia para criarem soluções para desafios em diferentes áreas. A expectativa é que o uso de tecnologias disruptivas permita tomadas de decisão cada vez mais rápidas e assertivas e contribua para os indicadores de eficiência operacional, confiabilidade e segurança, entre outros”, reforçou.

Os estudos da consultoria norte-americana Korn Ferry demonstram que os executivos que serão bem-sucedidos na criação deste futuro digital, inclusive em indústrias mais tradicionais, devem apresentar um conjunto de experiências, características, competências e motivadores que permitam navegar diante de mudanças contínuas, das ideias disruptivas e, também, da complexidade.

Ainda de acordo com o estudo da Korn Ferry, gerenciamento da ambiguidade, adaptabilidade situacional, cultivo da inovação, inteligência emocional, agilidade de mudança, engajamento e capacidade de persuasão são as principais competências apresentadas pelos líderes digitais com melhor desempenho.

As tendências do futuro do trabalho incluem o aumento da diversidade de gerações nas equipes, maior agilidade e flexibilidade na gestão e foco na experiência do empregado. Até por isso cresce a busca por executivos capazes de não apenas trazer inovação, mas prontos para provocar e promover transformação em sentido mais amplo, considerando pessoas, processos e tecnologia.

O reaquecimento do mercado de petróleo e gás é comprovado pelos dados divulgados pela Petrobras. A estatal reportou que a produção total de petróleo e gás, incluindo líquidos de gás natural (LGN) no mês de agosto foi de 3 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), tendo a produção diária alcançado 3,1 milhões boed, ambas atingindo recorde. Além disso, a média da produção no pré-sal (incluindo a parcela dos parceiros), em agosto, foi de 2,2 milhões boed, tendo a produção diária atingido 2,5 milhões boed, também representando recordes para a companhia.

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